Bandidos entram em escritórios de oito andares: porta blindada é aberta com maçarico.
A porta blindada da sala onde funcionaria o escritório de um dos principais doleiros de
São Paulo foi aberta com maçarico. As câmeras do circuito interno de TV foram danificadas
e as fitas com as gravações dos movimentos do prédio, levadas. Nos demais imóveis do
edifício Park Center Jardim Paulistano, na Avenida Faria Lima, a cena não era muito
diferente ontem: fios dos telefones cortados, gavetas abertas, quatro cofres arrombados.
O roubo no prédio, que fica a poucos metros do Shopping Iguatemi, ocorreu no domingo.
Foram dez os ladrões. Eles entraram pouco antes das 6 horas, em uma Kombi, no
momento da troca da segurança e do porteiro. Dominaram os vigilantes e, durante cinco
horas, percorreram oito andares. Pouco depois das 11 horas, fugiram. A polícia só soube
do roubo ao meio-dia.
Na tarde do domingo, alguns donos de escritórios apareceram. Outros telefonaram ontem
para o 15.º Distrito Policial (Itaim Bibi), informando que durante esta semana mandarão
a relação do que foi levado.
E.R., um dos empregados do prédio, contou ter sido surpreendido pelos ladrões quando
trocava de roupa. Ele e três companheiros foram desarmados e ficaram sem um revólver
38 e duas pistolas calibre 380.
Medo – Um dos bandidos disse aos funcionários que se não reagissem nada ocorreria com
eles. Ainda segundo o criminoso, a quadrilha só estava interessada em dólares e dinheiro.
Mas a maneira violenta como os bandidos se comportaram na chegada assustou os
empregados do Park Center. Tanto que os funcionários pediram aos policiais para não
incluírem seus endereços no boletim de ocorrência. “Eles podem descobriro endereço de
casa e ameaçar nossas famílias”, disse um dos seguranças do prédio.
As investigações para identificar os assaltantes estão sendo coordenadas pelo delegado
Mauro Soares, titular do 15.º DP. “Não sabemos ainda o que foi levado. Estamos esperando
a relação dos valores, mas sabemos que cofres, armários e gavetas foram remexidos e
muitos objetos de valor foram levados.”
A equipe do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) também
deverá participar das apurações. Ontem, peritos do Instituto de Criminalística foram ao
prédio em busca de impressões digitais.
Um empresário, que pediu para não ser identificado, esteve no 15.º DP. Ele informou aos
policiais que os ladrões haviam levado de seu escritório R$ 35 mil em dinheiro
O ESTADO DE SãO PAULO 11 / 08 / 2003
Segurança de prédio é preso por seqüestrar crianças
As vítimas, de 13 e 14 anos, moram no edifício onde o criminoso trabalhava, em Perdizes .
O segurança Daniel Soares dos Santos preparou meticulosamente o crime. O cômodo onde deviam permanecer suas vítimas foi "maquiado" para que não fosse reconhecido. Arrumou uma Fiorino roubada para transportar as crianças ao cativeiro. Tudo parecia perfeito. Ninguém desconfiaria de que ele, que trabalhava no prédio em Perdizes, zona oeste, estaria por trás do seqüestro de dois moradores: a garota A.C.F.S, de 14, e seu irmão, M.S.S.F., de 13. O que ele não esperava é que 12 horas depois de receber o resgate de R$ 8 mil e libertar as vítimas, os investigadores da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) já estivessem na frente de sua casa no bairro da Casa Verde, na zona norte, para prendê-lo.
"Ele teve muitas idéias para cometer o crime e agora vai passar 20 anos na cadeia para poder esquecê-las", disse o delegado Ronaldo Sayeg, da 1.ª Delegacia da DAS. O segurança, de 30 anos, e seu comparsa, Rubens Afonso Vale, de 40, poderiam ter sido presos durante o pagamento do resgate, mas a ação policial foi adiada por opção da cúpula do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), ao qual a DAS é subordinada.
O diretor do departamento, Godofredo Bittencourt Filho, preferiu aguardar a libertação das vítimas para não colocar suas vidas em risco.
As crianças, filhas de um empresário do ramo de informática, foram seqüestradas na manhã de quarta-feira. Estavam saindo do prédio e iam para a escola às 7 horas. O motorista aguardava os irmãos dentro de um Pálio, na frente do prédio, quando dois homens desceram da Fiorino encapuzados e armados com revólveres. Retiraram a chave do contato do Pálio para não serem seguidos, mandaram que as crianças os acompanhassem e entrassem na parte traseira da Fiorino.
Fizeram tudo sem se preocupar com a possível presença de policiais militares. Não foram incomodados durante a fuga até o cativeiro. O lugar escolhido para manter as vítimas era a própria casa do segurança. Santos morava sozinho e, além de preparar a casa para receber as vítimas, já sabia o que fazer dali em diante: telefonar para a família e exigir o resgate. Ele e o comparsa pediram R$ 200 mil, o que a família das crianças não tinha como pagar. No cativeiro, um dos acusados ficou encapuzado vigiando as vítimas durante todo o tempo.
Pistas - Os criminosos decidiram, então, aceitar o que lhes havia sido oferecido: R$ 8 mil. O pagamento foi marcado para a noite do dia 7, em Higienópolis, na região central, a cerca de 200 metros da sede da DAS.
Os policiais acompanharam tudo de perto. Uma hora e meia depois, os seqüestradores libertaram os dois irmãos em Perdizes - eles usaram a mesma Fiorino para retirá-las do cativeiro e levá-las de volta ao bairro em que as haviam seqüestrado. De imediato, os policiais foram até a residência de Santos e o prenderam.Depois, foi a vez de capturar Vale, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a polícia, ele foi convidado pelo segurança para participar do crime.
Os policiais recuperaram com Vale R$ 3 mil do total pago pela família - essa seria a sua parte no resgate. Também apreenderam a Fiorino usada no crime, mas não encontraram, até ontem, os revólveres utilizados. A polícia ainda não descarta a possibilidade de que mais alguém tenha participado do crime.
"O seqüestro sempre deixa pistas e, por isso, é difícil o criminosos ficar impune", disse o delegado.
DiÁRIO DE SÃO PAULO 16 / 07 / 2003
Ladrões descobrem os condomínios
Em média, já são registrados 20 assaltos por mês na Capital. Segundo as estatísticas, em 90% dos casos os ladrões entram pelo portão principal.
Vinte assaltos são registrados em média, por mês, nos 25 mil condomínios residenciais da cidade de São Paulo, segundo estatísticas de especialistas em segurança particular. Os dados revelam também que, em 90% dos casos, os ladrões entram pelo portão principal, por ingenuidade de porteiros ou excesso de confiança de moradores. Além disso, em 70% das ocorrências as informações saem de dentro dos imóveis.
Segundo o tenente da PM José Elias de Godoy, estudioso do tema e autor do “Manual de Segurança em Condomínios”, os ladrões descobriram que o risco pode ser menor ao atacar um condomínio em grupo em vez de assaltar um carro-forte.
A migração do crime recebe contribuição da falta de preparo de funcionários. “Muitas vezes os próprios empregados, sem perceber, comentam durante uma roda de amigos em um bar sobre hábitos de moradores do condomínio onde trabalham, chamando a atenção de quem está por perto”, diz.
Namorados
Godoy afirma ainda que, em outras ocasiões, ladrões se infiltram nos prédios, muitas vezes até como namorados de empregadas, já com a intenção de levantar informações.
O oficial diz que há dois tipos de assaltantes: os oportunistas, que agem quando encontram a ocasião apropriada, como um portão aberto ou um porteiro distraído, e os de quadrilha, que planejam com todos os detalhes o crime que pretendem cometer. Nos dois casos, a ação só é bem-sucedida se os funcionários não tiverem treinamento. “É o que acontece na maior parte dos casos. As pessoas investem em sofisticados equipamentos de segurança e se esquecem de treinar as pessoas que vão operá-los”, diz.
Porteiros
A maior parte dos assaltos em condomínios acontece nas primeiras horas da manhã, quando os moradores começam a sair para o trabalho. Os assaltantes aproveitam que o porteiro da noite está saindo cansado e o do dia ainda não entrou no ritmo do trabalho para surpreendê-los. Muitos ladrões já usam até roupas sociais e carros importados para não levantarem suspeitas.
Um dos pontos mais vulneráveis são os portões de veículos, que ficam abertos muito tempo. Outra coisa que prejudica a segurança dos condomínios é a contratação de funcionários sem investigação. Muitas vezes, eles podem ter ligações com criminosos.
Segundo especialistas, todo o condom ínio deveria ter normas de segurança impressas no regulamento. Hoje, o próprio morador burla os sistemas e contribuem para a ação de assaltantes. Eliminar o risco de assalto é impossível, segundo eles, mas tudo o que se faz como prevenção ajuda a reduzir o perigo.
ESTADO DE SãO PAULO 10 / 06 / 2003
Condomínios são alvo de assaltantes em SP
Números sobre invasões de prédios por assaltantes em São Paulo são um mistério.
Na estimativa de alguns policiais, pelo menos cinco edifícios são invadidos a cada mês na cidade. O consultor de uma entidade que representa administradoras de condomínios fez suas próprias contas: segundo ele, de 10 a 15 prédios são assaltados por mês.
Oficialmente, a Secretaria da Segurança Pública não confirma nem desmente: só informa que assaltos a apartamentos integram a estatística geral de roubos e estão pulverizados entre milhares de casos. Só no primeiro trimestre houve 31.328 roubos na capital.
A Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), ligada ao gabinete do secretário de Segurança Pública, Saulo Abreu, admite ter números corretos, mas não os divulgou.
Aparência – O consultor calcula que os casos registrados pela polícia não representam nem 30% do total. “Muitos moradores assaltados não fazem o boletim de ocorrência, para evitar a desvalorização do imóvel”, diz. Segundo ele, o principal alvo dos ladrões são jóias e dólares – e a vítima nem sempre pode provar a origem dos bens.
O delegado Edson de Santi, do Departamento Estadual de Investigação Sobre o Crime Organizado (Deic), acompanha há pelo menos dez anos a “carreira” de alguns assaltantes de condomínio. Os mais perigosos já estão na cadeia e outros morreram. Ele conta que o assaltante Marcos André Mafra – alto, moreno, olhos verdes – tira proveito da boa aparência para enganar porteiros. Há pouco tempo, trajado de PM, causou grande prejuízo num condomínio de classe média alta em Santana, na zona norte.
Para aumentar a segurança, o delegado sugere que a entrega de encomendas, como pizzas, pacotes ou flores, seja feita por meio de compartimentos acoplados ao portão. Santi aconselha, também, que os controles remotos dos portões da garagem nunca sejam deixados dentro dos carros. Também é fundamental que condomínios invistam na capacitação de funcionários.
JORNAL DA TARDE 10 / 06 / 2003
O ponto fraco da segurança: os porteiros
A Secretaria da Segurança não informa o número de prédios roubados em São Paulo. Mas um consultor de entidade que administra condomínios calcula que os ladrões atacam entre 10 e 15 edifícios por mês. Ele observa, ainda, que apenas 30% dos assaltos chegam ao conhecimento da polícia, porque a queixa desvaloriza os apartamentos de luxo. E os especialistas em segurança afirmam que, na maioria dos roubos, a falha é dos funcionários
Os verdadeiros números são um mistério. Na estimativa de alguns policiais, pelo menos cinco prédios são invadidos por ladrões a cada mês em São Paulo. Oficialmente, a Secretaria da Segurança Pública não confirma nem desmente a informação. Apenas diz que os assaltos a apartamentos integram a estatística geral de roubos e estão pulverizados entre os milhares de casos registrados nos distritos policiais. Só no primeiro trimestre houve 31.328 roubos na capital.
Mas o consultor de uma entidade que representa administradoras de condomínios fez suas próprias contas e as considera bem próximas do número real – segundo ele, entre 10 e 15 prédios são alvo de ladrões por mês. Ele também calcula que os casos que chegam ao conhecimento da polícia não representam 30% dos ataques a condomínios que acontecem na cidade.
“Grande parte dos moradores dos prédios assaltados, principalmente os de maior poder aquisitivo, não faz o boletim de ocorrência. Ter o endereço do condomínio assaltado na imprensa compromete a imagem do prédio e desvaloriza os imóveis”, observa o consultor. E é exatamente para não despertar a ira de quem pagou em torno de R$ 1 milhão por um apartamento de luxo que ele prefere não ser identificado.
“Ninguém vai querer comprar um apartamento com esse valor se for divulgado que o condomínio já foi assaltado”, diz o representante da administradora. Além disso, segundo ele, a falta do registro formal na delegacia tem outro motivo: muitas vezes, o principal alvo dos ladrões são jóias e dólares – e a vítima nem sempre tem como comprovar a origem dos valores que mantém nos cofres de casa. “Há também casos em que a pessoa roubada tem uma atividade ilegal e, por isso, prefere arcar com o prejuízo do que levar o fato à polícia.”
A Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), órgão diretamente ligado ao gabinete do secretário Saulo de Castro Abreu Filho, tem os números corretos. Mas a assessoria da SSP informa que, “em razão do grande número de solicitações dessas informações, o pedido do JT será atendido em breve”.
O delegado Edson Remigio de Santi, do Departamento Estadual de Investigação Sobre o Crime Organizado (Deic), acompanha há pelo menos dez anos a “carreira” de alguns assaltantes de condomínio. Os mais perigosos já estão na cadeia – como José Carlos Rabelo, o Pateta, Alexandre Pires Ferreira, o ET, e Daniel Maciel – e outros morreram, caso de Carlos Alberto de Andrade, o Carlinhos Body Glove, e Rodrigo Octávio Carmezim Cattapani, o Tiazinha.
Na fila de espera do delegado Santi, que investiga suas ações, estão Marcelo Ik Vidal Miranda, o Beco, Inacildo Lima Siqueira, o Cidão, e Marcos André Mafra. Alto, moreno, olhos verdes, Mafra tira proveito da boa aparência para enganar porteiros desatentos. Há pouco tempo, trajado de policial militar, entrou em um condomínio de classe média alta do bairro de Santana e causou um grande prejuízo.
O delegado do Deic conta que há os ladrões que agem “de zóia”, isto é, na base da observação das facilidades para o ataque. Detectam as falhas na segurança, como o tempo de fechamento da garagem, a desatenção dos moradores, que não fecham corretamente os portões, ou a falta de treinamento dos porteiros. “A quadrilha do Beco age dessa forma”, diz o policial.
JORNAL DA TARDE 09 / 06 / 2003
Fortalezas. Mas inseguras...
Embora com valores de condomínio muito altos e equipamentos eletrônicos de proteção, grande parte dos prédio de luxo da cidade está vulnerável. O motivo: mantém funcionários despreparados para cuidar da portaria e das garagens.
Você vendeu sua casa, abriu mão da churrasqueira no quintal, das plantas no jardim, do espaço para lavar o carro no fim de semana e teve de arrumar outro dono para o seu pit bull de estimação, que latia para estranhos no portão? Fez tudo isso e se mudou para um apartamento em busca de proteção contra os ladrões?
Os especialistas em segurança lamentam informar que você continua tão inseguro quanto antes. Nos últimos dois meses, assaltantes invadiram pelo menos cinco condomínios de alto padrão - o último ataque registrado pela polícia aconteceu há poucos dias, em Santo André. Mas não é preciso entrar em pânico. Alguns equipamentos eletrônicos, uma pequena mudança na arquitetura e - principalmente - um porteiro treinado e esperto podem ajudá-lo a manter a tranqüilidade dentro do condomínio.
Só que, antes de conhecer as regras básicas para que seu prédio não faça parte das estatísticas da polícia, acompanhe o "teste de segurança" feito pelo JT em sete condomínios de alto padrão da cidade, todos com guaritas próximas à entrada. Na sexta-feira, a reportagem esteve nos bairros do Tatuapé, no Jardim Anália Franco, região nobre da zona leste, e no Alto de Santana, na zona norte.
Para preservar o emprego dos porteiros e zeladores e não tirar o sono dos moradores, os prédios não serão identificados. Três deles foram alvo do "teste das flores" - a entrega de um buquê de rosas -, dois foram submetidos ao "teste da garagem" - a entrada de um carro desconhecido no condomínio - e os dois últimos foram "vítimas" de interessados em conhecer apartamentos para vender ou alugar.
Resultado: todos foram reprovados, apesar das grades, câmeras, portões eletrônicos e aparência de total segurança. Motivo: o despreparo dos funcionários e falta de atenção dos próprios moradores.
JORNAL DA TARDE 01 / 04 / 2003
Arrastão em prédio do Tatuapé
O terror começou cedo, por volta de 6h30. Quando desciam na garagem para pegar o carro, os moradores de um edifício no número 656 da rua Azevedo Soares, no Tatuapé, zona leste, eram recebidos por bandidos armados com pistolas, revólveres e metralhadoras. Em duas horas de ação, o bando roubou 19 pessoas e quatro apartamentos, levando o equivalente a R$ 100 mil, mais de 100 celulares e outros bens. A quadrilha, formada por 18 bandidos, fugiu em carros dos moradores do prédio.
De acordo com a delegada plantonista Dilene Mota, tudo começou quando dois integrantes da quadrilha armados com pistolas surpreenderam um dos moradores. "Depois de dominar a vítima, eles foram na direção do vigia e o obrigaram a abrir o portão da garagem", contou a delegada.
Com a entrada desprotegida, apareceram outros dezesseis bandidos que se dirigiram ao estacionamento. Segundo a delegada, eles sabiam que nesse horário há um grande movimento de moradores que saem para o trabalho ou levam os filhos para as escolas. As vítimas iam chegando e sendo abordadas pelos bandidos.
"Quatro das vítimas foram levadas para os seus apartamentos e os assaltantes roubaram tudo o que havia de valor." A ação do bando durou quase duas horas e ninguém ficou ferido. Os ladrões fugiram em cinco carros das vítimas.
O caso foi registrado no 30º Distrito Policial, no bairro do Tatuapé. A polícia investiga a ação de uma quadrilha especializada em roubar apartamentos. Não há pistas sobre os ladrões do apartamento, que fica numa área considerada nobre na zona leste.
FOLHA DE SãO PAULO - FOLHA ON LINE 11 / 06 / 2002
Assaltantes usam disfarce e roubam casa de procurador em SP
A casa do procurador de Justiça Carlos Eduardo Buono, no Morumbi, zona oeste de São Paulo, foi assaltada hoje.
Buono, uma advogada que estava na casa e uma empregada foram rendidos e trancados em um quarto.
Os assaltantes, que usavam roupas de funcionários de uma companhia telefônica, levaram jóias, aparelhos eletrônicos, uma arma de caça e obras de arte.
O procurador conseguiu se livrar de uma gravata que amarrava suas mãos e acionou uma empresa de segurança, por um botão instalado na parede.
Pouco depois, Buono ouviu um barulho, se assustou e atirou contra policiais que chegavam na casa, segundo informações do "SPTV", da TV Globo. Ninguém se feriu.
DIÁRIO DO COMéRCIO 16 / 05 / 2002
Teleatlantic se junta a construtoras
A empresa faturou R$ 2 milhões no ano passado com serviços de segurança oferecidos ainda na planta aos edifícios
A Teleatlantic, empresa de segurança eletrônica de São Paulo ligada ao grupo israelense Bracol, vai investir R$ 1,5 milhão na expansão de seus negócios em 2002. O objetivo é crescer 25% ao longo do ano com base em dois foco de atuação: a oferta de serviços de segurança eletrônica para edifícios em parceria com as construtoras e o incremento das ferramentas de fidelização dos clientes.
Em 2001, a empresa faturou R$ 7 milhões com o monitoramento eletrônico para residências e estabelecimentos comerciais. A receita para o trabalho com as construtoras foi de R$ 2 milhões.
A Teleatlantic protege eletronicamente 7,5 mil estabelecimentos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O sócio majoritário do negócio e de todo o grupo Bracol é o empresário israelense Eitan Koren. Koren foi funcionário do Serviço de Inteligência do governo de Israel e membro do Treinamento Anti-Sequestro do governo da Colômbia.
Hoje, o grupo Bracol possui escritório na Inglaterra e atua no México e na Colômbia, além do Brasil. "As empresas de segurança ainda estão muito voltadas para a venda de equipamentos, mas o mercado tende para a oferta de serviços", explica o diretor geral da Teleatlantic, José Carlos de Vasconcellos.
Alarmes - O trabalho de treinamento eletrônico é baseado na utilização de sensores que, a qualquer sinal de alarme, avisam a ocorrência à central da empresa em tempo real. Hoje, o mercado dispõe de sensores tão específicos como os que detectam inundações ou escavações de túneis. "Os sensores de inundação são úteis parta estabelecimentos como ateliês de roupas, que não podem correr o risco de sofrer perdas com problemas do tipo. Já os equipamentos para escavação são muito utilizados nas penitenciárias norte-americanas", diz Vanconcellos. Em São Paulo, a 15ª DP, no Itaim Bibi, possui um sensor de escavação monitorado da Teleatlantic.
Um dos principais trunfos da empresa para fidelizar seus clientes é o contato permanente. A conferência de abertura e fechamento dos sistemas, por exemplo, faz com que os funcionários da Teleatlantic se comuniquem com as empresas sempre que os responsáveis esqueçam de ativar os sensores no horário combinado. "A responsabilidade de ativar o sistema ao final do expediente é das empresas, mas avisamos sempre que são esquecidos. A sensação de cuidado e atenção é fundamental para manter os clientes", diz Vasconcellos.
A oferta de serviços de monitoramento eletrônico nos apartamentos é feita em parceria com construtoras como Gafisa, Inpar, Cyrella, Agra e Conceito. "Os prédios já são vendidos com o diferencial do sistema" afirma Vasconcellos.
Para conter roubos
R$ 1,5 milhão a Teleatlantic vai investir em 2002 7,5 mil estabelecimentos são atendidos pela empresa em SP e RJ R$ 7 milhões foi o faturamento da Teleatlantic com empresas e residências R$ 2 milhões foi a receita com os serviços para construtoras
JORNAL DA TARDE 11 / 04 / 2002
Como a Tecnologia Impediu um Assalto
A família do empresário Ginno Giovannini, de 83 anos, ficou refém de dois ladrões na manhã de ontem, durante tentativa de assalto em sua fazenda, na Serra do Japi, região de Jundiaí. Graças ao sistema de monitoramento de segurança instalado na fazenda, a polícia foi avisada. O empresário já havia sido vítima de seqüestro no ano passado.
O caseiro José Marcondes permaneceu por 40 minutos com uma arma apontada para a sua cabeça, sob ameaça de morte feita pelo menor T. P., de 17 anos, sem saber que a arma era de brinquedo.
Com a chegada dos policiais, o menor acabou se entregando.
O outro assaltante, Claudemir Sovarcina, de 27 anos, conseguiu fugir da fazenda, mas acabou sendo parado e preso em uma blitz que estava sendo feita pela Guarda Municipal, no bairro Morada das Vinhas. Ao fugir da casa do empresário, Claudemir havia conseguido levar apenas dois aparelhos de telefone celular.
DIÁRIO DO GRANDE ABC 10 / 02 / 2002
Monitoria de Alarmes
A TELEATLANTIC lançou um kit básico de monitoria de alarmes, composto por uma central de alarmes com seis zonas (número de ambientes monitorados), dois infra-vermelhos (que detectam o movimento de pessoas), dois sensores magnéticos (que instalados em portas e janelas, detectam a abertura ou o arrombamento das entradas), bateria, sirene (que emite sinais sonoros para inibir a ação de possíveis invasores) e um teclado. A taxa de adesão é R$240 e pode ser paga em três vezes. O monitoramento mensal custa de R$80 à R$130. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-557979.
IMÓVEL WEB ON LINE 26 / 12 / 2001
Serviço de Monitoramento de Alarmes evita 90% dos casos de roubos e furtos.
Os sistemas de monitoramento de alarmes, além de preventivos, são boas opções para deixar escritórios, comércios e residências mais seguros durante a ausência de pessoas nestes locais, principalmente no período de férias e épocas de final de ano. Geralmente os ladrões observam os horários dos moradores, freqüência de entrada e saída de pessoas e os recursos de segurança disponíveis no local, para poder realizar a ação.
A monitoria de alarmes feita por empresas especializadas, torna-se ainda mais eficiente e deixa o local mais seguro, evitando 90% dos casos de roubos ou furtos. Ao receber um sinal de alarme, a Central de Operações, da empresa que presta o serviço de monitoramento, identifica qual foi o local invadido dentro do estabelecimento do cliente, envia seus supervisores motorizados para o local e comunica a ocorrência às autoridades competentes, além de avisar o cliente.
José Carlos de Vasconcellos, Diretor Geral da TELEATLANTIC - empresa do grupo internacional Bracol, com experiência de mais de 20 anos no segmento de segurança e proteção e que atua em São Paulo e Rio de Janeiro desde 1993, explica que atualmente os equipamentos convencionais mais utilizados para instalação deste tipo de sistema são sensores infravermelhos que detectam o movimento de pessoas; sirenes que emitem sinais sonoros para inibir a ação de possíveis invasores; sensores magnéticos, que instalados em portas e janelas, detectam a abertura ou arrombamento das entradas; sensores magnéticos metálicos que acusam a desobstrução de portões ou portas mais pesadas e o Botão de pânico, que permanece ativado 24 horas e pode ser pressionado de qualquer lugar da casa. Todos estes equipamentos são ligados a um painel de alarme, que o morador pode ativar ou desativar através de um teclado digital, conforme sua conveniência, utilizando um código pessoal.
Estes equipamentos convencionais, ainda são as melhores opções encontradas no mercado. Vasconcellos alerta que os equipamentos sem fio, apesar de instalados mais rapidamente e não interferirem na estética da residência possuem algumas desvantagens: custam o dobro da aparelhagem convencional e ainda há chances do sistema sofrer interferências e falhar, como um telefone celular.
IMÓVEL WEB ON LINE 17 / 10 / 2001
Segurança Eletônica beneficia pessoas que moram sozinhas.
Os sistemas de monitoramento de alarmes, além de preventivos, são boas opções para deixar escritórios, comércios e residências mais seguros durante a ausência de pessoas nestes locais, principalmente no período de férias e épocas de final de ano. Geralmente os ladrões observam os horários dos moradores, freqüência de entrada e saída de pessoas e os recursos de segurança disponíveis no local, para poder realizar a ação.
A monitoria de alarmes feita por empresas especializadas, torna-se ainda mais eficiente e deixa o local mais seguro, evitando 90% dos casos de roubos ou furtos. Ao receber um sinal de alarme, a Central de Operações, da empresa que presta o serviço de monitoramento, identifica qual foi o local invadido dentro do estabelecimento do cliente, envia seus supervisores motorizados para o local e comunica a ocorrência às autoridades competentes, além de avisar o cliente.
José Carlos de Vasconcellos, Diretor Geral da TELEATLANTIC - empresa do grupo internacional Bracol, com experiência de mais de 20 anos no segmento de segurança e proteção e que atua em São Paulo e Rio de Janeiro desde 1993, explica que atualmente os equipamentos convencionais mais utilizados para instalação deste tipo de sistema são sensores infravermelhos que detectam o movimento de pessoas; sirenes que emitem sinais sonoros para inibir a ação de possíveis invasores; sensores magnéticos, que instalados em portas e janelas, detectam a abertura ou arrombamento das entradas; sensores magnéticos metálicos que acusam a desobstrução de portões ou portas mais pesadas e o Botão de pânico, que permanece ativado 24 horas e pode ser pressionado de qualquer lugar da casa. Todos estes equipamentos são ligados a um painel de alarme, que o morador pode ativar ou desativar através de um teclado digital, conforme sua conveniência, utilizando um código pessoal.
Estes equipamentos convencionais, ainda são as melhores opções encontradas no mercado. Vasconcellos alerta que os equipamentos sem fio, apesar de instalados mais rapidamente e não interferirem na estética da residência possuem algumas desvantagens: custam o dobro da aparelhagem convencional e ainda há chances do sistema sofrer interferências e falhar, como um telefone celular.
GAZETA MERCANTIL 03 / 04 / 2001
Segurança máxima para os diamantes da TIFFANY
Joalheria instala primeira loja em São Paulo com vidros blindados, portas duplas, paredes especiais e sofisticado monitoramento eletrônico
Para se instalar no Brasil, a Tiffany & Co. gastou uma fortuna com segurança, na abalizada opinião do arquiteto Kiko Salomão, que abrasileirou os rígidos padrões internacionais adotados pela legendária joalheira. Quanto, exatamente, não é revelado. Tudo será mantido em sigilo até 7 de maio. Data marcada pelos executivos da Tiffany & Co. para a abertura da nova loja da rede americana em São Paulo, endereço que vai inaugurar a expansão do grupo rumo ao mercado latino-americano.
Digna de um Oscar como coadjuvante pelo cenário ideal oferecido à glamurosa Audrey Hepburn, em "Bonequinha de Luxo", a Tiffany virou sinônimo de alto luxo e bom gosto. O ônus dessa reverência é a eterna vigilância, tanto na exposição de seu patrimônio - jóias, diamantes com lapidações exclusivas, além de prataria, cristais e porcelanas -, quanto em relação à proteção de seus clientes.
Depois de estudar algumas alternativas, a companhia escolheu o mais antigo shopping brasileiro, o Iguatemi, para instalar-se. E chega quebrando as, até então, inflexíveis normas do lugar. Pela primeira vez, uma empresa terá direito de abrir uma porta diretamente para a rua. Charme que requer segurança redobrada.
A Tiffany ocupará os 400 metros quadrados que antes abrigaram a loja DKNY. Terá sua fachada e uma de suas duas portas para a avenida Faria Lima. A outra abrirá para o interior do shopping. "Os vidros são blindados, as portas são duplas e as paredes receberam um tratamento diferente do adotado pela engenharia civil brasileira", conta Salomão, sem dar detalhes por questões contratuais.
Em funcionamento, a loja será monitorada eletronicamente, pela TELEATLANTIC. A empresa está em operação no Brasil desde 1993 e tem por sócio o grupo Bracol, sediado em Israel e fundado por um ex-integrante do esquadrão Mossad, a polícia de segurança máxima judaica, tida como uma das mais bem preparadas do mundo.
O diretor da TELEATLANTIC, José Carlos de Vasconcellos, reconhece que a cultura de segurança no Brasil ainda engatinha. "A chegada de empresas com as preocupações da Tiffany em relação à segurança ajuda a desenvolver o nosso mercado", considera. Uma das falhas atribuídas por ele ao raquitismo do segmento no Brasil é a ausência de questões relativas à segurança na concepção dos projetos de engenharia, a exemplo do que é corrente no exterior.
No país, em que pese o insistente noticiário sobre o tema, a segurança privada ainda é irrisória. Pelos cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), existem apenas 115 mil clientes cadastrados em sistemas de alarmes monitorados à distância, um dos serviços mais sofisticados em operação. Nos Estados Unidos, o parâmetro da grandeza é outro: as empresas de sistemas eletrônicos têm 20 milhões de clientes.
Oswaldo Oggiam, gerente de marketing da Siemens Graber, líder no setor com mais de 30% do mercado de segurança eletrônica garante que em matéria de tecnologia, o Brasil encontra-se praticamente no mesmo nível disponível lá fora.
"A profissionalização é crescente graças à expansão, nos últimos anos, da telefonia e da informática no país", explica. Quase 80% dos equipamentos usados internamente são importados dos EUA, Israel e Japão. São oferecidos não só pelas maiores concorrentes, mas também pelas menores, como Sekron ou Artan.
O entrave central ao desenvolvimento do mercado encontra-se no reconhecimento de que a questão da segurança não se limita aos equipamentos de última geração, mas sim, à qualidade do serviço prestado. "Não adianta ter toda uma parafernália à disposição e não dispor, para operá-la, de profissionais preparadas", critica Vasconcellos. "Os vigias costumam dormir, os alarmes soam, em 90% dos casos, por descuido do usuário".
Esse cenário acabou provocando um descrédito sobre a eficiência dos aparelhos e afetou a imagem do segmento. Os sistemas eletrônicos monitorados à distância buscam sanar falhas com equipes bem treinadas, aptas a reagir na tentativa de evitar erros, acionando a polícia no momento certo. O rastreamento de informações feito ininterruptamente transmite sinais por telefone ou por sistemas de rádio.
"A ABESE foi criada com o apoio das empresas em operação justamente para efetivar um canal de credibilidade com os órgãos oficiais. Fizemos um protocolo de intenções, em vigor desde 1997, para pronto atendimento assim que acionarmos a polícia", explica Vasconcellos, orgulhoso por seus serviços terem o aval de Hank Siemens, o todo poderoso diretor mundial de segurança da Tifanny.
Clientes como joalherias, bancos, condomínios de luxo, consulados, clubes de elite e até mesmo restaurantes por onde circulam boa parte do PIB nacional - caso, em São Paulo, do Parigi e Fasano, clientes da TELEATLANTIC -, justificam as expectativas de crescimento do setor.
Mesmo assim, menos de 4% do público potencial de três milhões de usuários, estimado pela ABESE, usufruem dos requintes já oferecidos no mercado interno.
"A grande maioria apela para cachorros de raça, grades e vigias de rua", brinca Vasconcellos. "Só então pensam em sistemas eletrônicos e mesmo assim acham que tudo se resolve com aparelhos de tevê", completa Oggiam. Mas ambos sabem que o mercado nacional está tão apetitoso que uma das gigantes do segmento, a americana ADT prepara-se para desembarcar no Brasil. Razão que também justificou a compra, pela Siemens, da operação da tradicional Graber em setembro do ano passado.
A Tiffany & Co., que dita moda desde 1830. Quando foi fundada em Nova York, sempre destacou a segurança, até porque os americanos não facilitam a conta do seguro. Dos seus estúdios saíram peças que fizeram história, como o diamante cortado em 90 facetas, quando tinham no máximo 58. Essa técnica deu a pedra um brilho batizado de "Diamante Tiffany". Situação que se repetiu com o engaste de uma única pedra em seis dentes de platina, que virou o clássico anel de noivado.
A arte cultuada em seus estúdios deu à Tiffany status de personagem. O escritor Truman Capote escreveu "Breakfast at Tiffany´s". o livro que a companhia Paramount transformou no filme que consagrou a esguia Hepburn. Vestida por Givanchy, a bonequinha de luxo colou a imagem definitiva da atriz no inconsciente da humanidade.
Esse requinte sempre rendeu bons lucros aos acionistas da Tiffany. No exercício encerrado em janeiro de 2000, seu faturamento atingiu US$ 1,66 bilhão, 13% acima do interior. As vendas no mercado americano respondem por US$ 830milhões. As lojas espalhadas pelo Japão, Europa e Oriente Médio somam cerca de US$ 680 milhões. As vendas de marketing direto, que incluem vendas por catálogo e pela internet, contabilizaram US$ 155 milhões.
A estratégia de novas oportunidades de expansão, caso das futuras lojas na América do Sul, encabeça os atuais planos da companhia, que trabalha com a perspectiva de aumento de vendas de 10% a 15% para este ano.
Depois de desbravar a Europa e o Japão, a joalheira abriu portas no México. No Brasil, a se considerar o sucesso que outras boutiques do roteiro das grifes de luxo vêm atingindo, o resultado almejado está mais do que assegurado. A segurança, apesar de decantada violência, está se esforçando para fazer bonito.
FOLHA DE SãO PAULO 01 / 04 / 2001
Free-Lance para a Folha
De um lado, alarmes, câmeras, grades e vigilantes. Do outro, microempresários tentando a qualquer custo proteger os seus patrimônio. Diante da violência crescente em grandes cidades, as empresas começaram a se "armar" contra a ameaça de furto e roubo.
Segundo dados da ABESE (Associação da Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), a venda de equipamentos e serviços aumentou mais de 40% nos últimos três anos, o que demostraria a efervescência pela qual o mercado está passando.
"A maioria é adquirida para proteção de empresas, como consultórios, escritórios e lojas", diz José Carlos de Vasconcellos, 33, diretor da TELEATLANTIC, uma das maiores em alarmes no país.
O mercado oferece diversas opções de equipamentos, desde alarmes até cercas eletrificadas. O consultor Yehuda Carmi, que trabalha em uma empresa de projetos personalizados de segurança, orienta que a escolha dos serviços depende da localização, do movimento e do ramo. "É comum o proprietário que acaba de ser assaltado instalar vários equipamentos e gastar mais do que o necessário."
Compra por impulso
Esse é o caso da empresa montadora de estandes De Simoni que instalou alarmes monitorados e circuito fechado de TV e vídeo, além de contratar serviços de vigilância durante a noite.
"Em 20 anos, jamais havíamos sido roubados, mas, em apenas 40 dias, tivemos duas invasões", revela o diretor José Walter Guardia, 51, que diz gastar em média R$45 mil anuais com segurança.
Mais sorte teve o proprietário da Motta e Motta Antiquário, Fernando Motta, 38, "Três assaltantes entraram na loja durante o dia, mas, para nossa sorte, os vigilantes dos edifícios que ficam logo em frente perceberam e nos socorreram", relembra. Com medo, ele contratou um vigia noturno, além dos seguranças de rua que diz pagar "por fora".
Também precavida, a dona da Dama da Lua Arte em Seda, Regina Calixto, afirma ter contratado um sistema de monitoramento para evitar dores de cabeça no futuro. "Nunca aconteceu nada, mas, como o negócio cresceu de um pequeno ateliê para uma loja, achei melhor me precaver."
FOLHA DE SãO PAULO 24 / 09 / 2000
Botão de Pânico é o sistema mais procurado.
Como funciona o botão de pânico
1 - Pequenos botões fixos são instalados em locais discretos, como a cabeceira da cama ou o balcão do banheiro. Um exemplar móvel fica com o proprietário da casa, que pode usá-lo escondido no colar ou na gravata. 2 - Em caso de invasão ou suspeita de risco, um dos botões de pânico é acionado. 3 - O sinal de emergência é emitido via ondas de rádio. Ao captá-lo, a empresa de segurança liga para a casa do cliente. 4 - É travado um diálogo curto, cujo objetivo é checar a veracidade do alerta. Se o cliente não mencionar uma senha combinada previamente, a empresa chama a polícia. 5 - A polícia também é acionada se o telefonema estiver ocupado, não for atendido ou a ligação for recebida por um estranho. 6 - O contato com a polícia é feito via internet. Uma viatura é enviada ao local em, no máximo, dez minutos, segundo o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). 7 - Se, ao chegar ao local, os invasores ainda estiverem presentes, é pedido reforço policial. 8 - A casa é cercada por agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar).
Eles estão presentes em nove de cada dez sistemas de segurança eletrônica instalados no país e transmitem sensações de poder na ponta do dedo: basta um toque para chamar o socorro. Mas vale a pena ter um botão de pânico?
O equipamento, que conta com auxílio de ondas de rádio, serve para que o usuário possa pedir ajuda a uma empresa de segurança, em caso de assalto ou ameaça à sua casa.
Para usufruir do serviço, paga-se, no mínimo R$ 600, mais taxas mensais a partir de R$70.
Segundo dados da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica), 135 mil imóveis brasileiros possuíam sistemas de segurança em 1999. E, até o final deste ano, o número deve subir para 165 mil.
"Do total, mais de 90% utilizam os botões de emergência", afirma Mário Tavares, 44, presidente. "O uso do botão está relacionada ao risco de morte. Se a pessoa não foi abordada diretamente, ainda pode pedir socorro", afirma.
Foi o que aconteceu com a corretora Ana Barros, 39. Há três meses, ela estava sozinha em sua casa, no Alto de Pinheiros (zona sudoeste de São Paulo), quando observou a movimentação de duas pessoas que, segundo ela, procuravam um meio de invadir o local.
"Acionei o botão de pânico imediato. A empresa de segurança me telefonou, e contei o que estava acontecendo. Uma viatura da polícia foi enviada, e os suspeitos fugiram."
Risco
No caso de Ana, o botão de pânico pode ter oferecido uma ajuda significativa. Porém, se a invasão acontecer de fato, a chegada da polícia pode representar, em vez de socorro, o início de um conflito armado com invasores. Ciente deste risco, a empresa de segurança TELEATLANTIC decidiu treinar seus vendedores para explicar a dualidade do botão. "O cliente precisa saber que esse equipamento pode representar tanto solução quanto problema" comenta José Carlos de Vasconcellos, 33, diretor geral.
Mesmo com as explicações, mais de 80% dos 5.000 clientes da TELEATLANTIC continuam optando por ter o botão no painel de segurança. Na Graber, empresa com mais de 30 mil usuários no país, o número sobe para 90%.
"É claro que há risco de conflito, mas ninguém vai escolher ficar nas mãos do bandido", declara o gerente comercial da Graber, Oswaldo Oggiam, 43.
Para o major Ricardo Tavares Franco, chefe do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) - órgão que atende as chamadas da população, entre elas as provenientes das empresas de segurança -, o serviço é questionável.
"Aconselharia a população a utilizar o número 190. Em perigo, basta discar e deixar o telefone fora do gancho. O esforço é o mesmo de ativar um botão escondido. Em ambos os casos, o atendimento será feito pela Polícia Militar."
O presidente da Abese acredita que o botão é mais eficiente que o telefone nas situações extremas. "Em um processo de alto risco, o pedido discreto de socorro é a única chance de sair com vida."
Síndico de um condomínio em Pinheiros (zona sudoeste de São Paulo), Clodoaldo Pina, 41, concorda: "Contar com um pedido silencioso de ajuda da sensação de mais segurança", afirma.
DIÁRIO POPULAR 10 / 06 / 1999
Alarme Silencioso leva 3 ladrões para a cadeia.
Um dispositivo sofisticado de segurança, que não emite sons, delatou três homens, que na madrugada de ontem, praticavam furto na Meac Solenóide, na rua Carmo do Rio Verde, 175, Várzea de Baixo, Zona Sul. Eles invadiram a indústria de componentes eletrônicos e furtaram R$10 mil em equipamentos de informática. O alarme soou na TELEATLANTIC, que faz a vigilância da empresa, e os PM´s chegaram a tempo de prender na firma o feirante Devair Cândido Gonçalves, de 29 anos, o motorista Márcio Roberto Dantas, de 28 anos, e o mecânico José Ricardo Silva Santana, de 31.
Devair preparava o Monza CIC-8664/SP para recolher a mercadoria, que estava empilhada à frente do prédio. Márcio Roberto e José Ricardo estavam na portaria. Eles tinham separado quatro micros, quatro monitores, três teclados, duas impressoras, cinco mouses, fax e interfone, tudo avaliado em R$10 mil. Os Pms da 1ª Companhia do 1º Batalhão, comandados pelo tenente Celso Rocha, também apreenderam uma maleta com ferramentas e uma lanterna.
Os três alegaram ser inocentes. Juraram que a porta já estava aberta, quando passaram por ali. Caíram em contradição, pois, enquanto Devair dizia que parou o carro para Márcio Roberto ligar para a família, José Ricardo afirmava ter sentido vontade de urinar. O delegado João Doreto Campanari Neto, do 11º Distrito (Santo Amaro).
Constatou que Devair tem três passagens por furto. O trio foi autuado em flagrante. As peças foram entregues ao gerente financeiro da Meac Solenóide, Devercy de Morais, de 44 anos.
Os bandidos tiveram o cuidado de cortar o cabo da câmera externa do circuito de vídeo, para não serem filmados. Estouraram o miolo da fechadura da porta do escritório e subiram ao 2º andar e retiraram os equipamentos. Acreditavam estar tudo bem, mas o alarme, que é silenciosos ali, disparou na firma de vigilância.
DIáRIO POPULAR 15 / 03 / 1996
Bandido visita escola e volta para assaltar.
Vice-presidente do Clube de Regatas Tietê, o aposentado Armando Octávio Recart Filho, de 62 anos, impediu que a escola de informática de seu sobrinho fosse assaltada ontem à tarde, na Zona Norte. Ele apareceu no estabelecimento bem na hora em que Paulo Sérgio Gomes da Silva, de 31 anos, mantinha 11 reféns trancados na cozinha e mentia a dois policias militares dizendo ser o verdadeiro dono da escola. Com a chegada de Armando, o ladrão foi desmascarado e, para não ser preso, sacou o revólver e atirou nos Pms. Resultado: os dois policiais foram baleados e o bandido morto.
Jefferson Ricardo Pezeta, de 33 anos, sócio da New Age Escola de Computação, contou que Paulo Sérgio apareceu no estabelecimento, à R. Conselheiro Moreira de Barros, 1.485, em Santana, às 12h50min, dizendo-se interessado em se matricular. "Expliquei sobre os cursos e mostrei para ele as dependências", disse o dono.
Paulo Sérgio retornou às 14h30min, mas, desta vez, armado de revolver calibre 38. Rendeu Jefferson e a recepcionista Priscila Sénio. Meia hora depois, terminou a aula que o outro sócio da escola, Felipe Zancanlli, ministrava no andar superior. O professor e os seis alunos foram também trancados na cozinha. Enquanto o ladrão apanhava os micros e os levava até a porta para que outro parceiro o escondesse no Monza de Paulo Sérgio, mais duas pessoas apareceram na escola: o pai de um aluno e o primo de Jefferson, Rafael Pezeta, que também acabaram rendidos.
Graças a um alarme silencioso acionado por alguém da escola, os soldados Aparecido e Pinhorallo, da viatura 09106, foram ao local. Quem os recepcionou foi o assaltante, dizendo ser o dono da New Age, ele levou os policiais até o andar de cima e mostrou que não havia ladrão. Armando chegou, ficou surpreso ao ver Paulo Sérgio dizendo ser Jefferson e o desmentiu. O bandido apanhou o revólver dentro de uma sacola e apontou para o peito de Pinhorallo. A bala acertou o Pm de raspão no braço esquerdo e atravessou o braço direito do aposentado. Houve troca de tiros e Paulo Sérgio morreu. O soldado Aparecido foi baleado de raspão na ponta do dedo médio da mão esquerda.